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Palavra do Pr. Lívio Renato!
Pr. Lívio Renato


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 Olhando para os esquecidos!

Olá,


Tenho a alegria de compartilhar com vocês um precioso texto de um amigo. Creio que vai ser muito precioso para sua vida.


Afinal, quem eram os curtidores?


Atos 9:43 'Pedro ficou em Jope durante algum tempo, com um curtidor de couro chamado Simão'.


Ao ser apresentado à pergunta acima, fiquei intrigado sobre esta de tantas profissões apresentadas na Bíblia. Pude perceber inúmeras delas ao longo do Antigo Testamento como também do Novo Testamento. Percebi que existiram alfaiates com habilidade vinda do alto para a confecção das veste sacerdotais (Êx 28:3). Há também registros bíblicos de amassadeiras que eram responsáveis pelo preparo da massa a ser utilizada nos pães sem fermento que seriam ofertados ao Senhor (Lv 2:4). Percebi também os cortadores de pedra que trabalharam na construção do templo do Senhor juntamente com Salomão (I Cr 22:15). O que falar de Hurão-Abi, homem habilidoso também no trato do ouro, que trabalhou nos artefatos deste templo junto com outros servos de Salomão? (II Cr 2:13-14).


Ao perceber estas e tantas outras profissões apresentadas na Bíblia, continua a pergunta acerca dos curtidores: quem eram esses trabalhadores? Será que este ofício se podia comparar com os citados anteriormente? Seriam estes homens exaltados pela sua habilidade em tratar o couro? A resposta parece ser um sonoro não!


Este ofício consistia em tratar a pele dos animais mortos com um tipo de pasta de visgo. Em seguida eram enroladas e ficavam assim até que os pêlos se soltavam. Após esta etapa, retirava-se qualquer carne e gordura ainda existente para então se mergulhar a pele em uma solução de visgo e sumagre. Após a secagem, o couro é enegrecido em uma das superfícies aplicando-se vinagre fervido com cobre e esfregando-a contra ela mesma. Logo após o couro era amaciado com azeite de oliva.


Naturalmente, hoje, com o auxílio da química, o couro não necessita passar por todo este tratamento para que esteja pronto para ser trabalhado transformando-se em cintos, sapatos, bolsas e tantos outros produtos desta matéria-prima.


Fico imaginando como seria a casa de Simão, o curtidor. É provável a existência de cenas pouco agradáveis, de animais mortos sendo cortados para a retirada da pele, de um cheiro por demais desagradável gerado por toda esta carniça... talvez por isso, a casa de Simão ficava a beira mar, pois assim, o terrível odor produzido fosse mais facilmente espalhado pela brisa marinha.


O resultado do trabalho do curtidor é mencionado várias vezes no AT nunca porém sendo mencionado o nome deste profissional. Isso se deve ao fato de estar se tratando de uma profissão considerada imunda aos olhos judeus. Imagine o que nos apresenta Lv 11 acerca dos animais impuros e as conseqüências do contato com o cadáver. Ora, se todo aquele que tocasse no animal morto ficaria impuro até a tarde, o que se passava na cabeça de Simão quanto ao seu 'estado de impureza'?


Há registros de que, se um curtidor se casasse sem mencionar à mulher sua ocupação, esta tinha permissão para obter o divórcio. Até mesmo a lei do casamento levirato poderia ser anulada se o irmão do morto sem filhos fosse curtidor! O pátio do curtidor deveria ficar a pelo menos 50 metros de qualquer aldeia, fato este que talvez explique a localização da casa de Simão, fora das muralhas da cidade.


Há uma citação do Talmude que diz: 'ai daquele cuja ocupação é o curtume'. Porém, ao ler o texto de Atos 9, posso afirmar 'bem aventurado o curtidor de Jope!'. Simão recebera a visita de Pedro, parcialmente despido de seu legalismo judaico, e o hospedou antes que partisse ao encontro de Cornélio.


Percebo Deus tratando tanto a vida de Pedro quanto de Simão, o curtidor. Pedro teve a visão do lençol contendo toda espécie de animal impuro de dentro da casa daquele que era considerado impuro pela sociedade da época! Mesmo assim ele prefere negar obediência a Deus em reverência aos costumes legalistas dos judeus. Tudo isso fazia parte do tratamento de choque que Pedro sofreria na casa de Cornélio.


Por outro lado, pensemos em Simão, o curtidor. Rejeitado pela sociedade, este homem recebeu a visita de um enviado do Senhor, o principal apóstolo de Jesus. Diz o texto que Pedro ficou algum tempo na casa de Simão, o que nos leva a inferir que tiveram bastante tempo para conversar, orar, cantar louvores ao Senhor, contar tudo o que vivenciara ao lado de Cristo... que momento inesquecível para Simão, afinal, apesar do esquecimento de todos a sua volta, Deus 'se lembrara dele'.
A pergunta inicial permanece apenas com um ajuste temporal: afinal, quem são os curtidores de hoje? Quem são aqueles a quem nós rejeitamos? De quem queremos manter uma distância preventiva? A quem rotulamos como impuros ou indignos, não só de Deus mas também da nossa presença, tempo e investimento?


Qual deve ser a atitude da igreja para com àqueles a quem a sociedade rejeita? Pensemos nas classes que estão à margem da sociedade e busquemos em nós uma resposta coerente com nossa identidade cristã! Estendamos nossas mãos para que os impuros nos toquem... passemos mais tempo na casa dos rejeitados do que nas dos amigos e demais pessoas de agradável convívio... quebremos os paradigmas de pureza e impureza como Cristo o fez ao deixar ser tocado pela mulher que sofria do fluxo de sangue (Mt 9:20) ou mesmo no caso do leproso (Mt 8:3)...


Tenho esperança quando leio o jornal antes de escrever este texto (13/04/2008) e percebo a iniciativa do Pr batista Remy Damasceno com um trabalho junto às prostitutas de Copacabana, levando-as a conhecer seus direitos, cuidar da saúde e aproximar-se da palavra de Deus.


Que Deus nos abençoe e nos desperte a um interesse maior pelos curtidores de couro, afinal, quantos de nós já não tivemos este ofício?


Sem. Fabrício Pacheco


fabrício.pacheco@click21.com.br


Bibliografia
Champlin, R. N., O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, Volume 2, Ed. Hagnos, 2002.
_______ , Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Volume 1, Ed Hagnos, 2004.
Davidson, F., O Novo Comentário da Bíblia, Ed Vida Nova, 2007.

Data: 18/04/2008
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